Repertório

 
"Homens de Papel" de Plínio Marcos direção de Jair Aguiar 2013

A Cia. das Artes levou aos palcos Homens de Papel, de Plínio Marcos

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Estreou dia 13 de junho de 2013 às 21h no Teatro Commune (Rua da Consolação, 1218, Centro, São Paulo) o espetáculo Homens de Papel, texto de Plínio Marcos e direção de Jair Aguiar.

O espetáculo mostra a rotina do grupo de catadores que, revoltados com a exploração do intermediário comprador de papel, querem paralisar a coleta. Em meio a este cenário chega à comunidade um casal com uma filha doente. Os novatos, ainda alheios à realidade do grupo, querem trabalhar duro para juntarem dinheiro e levar a filha a um médico. A partir desse conflito a trama da peça encontra acontecimentos trágicos e reais, típicos da dramaturgia de Plínio Marcos.

Plínio Marcos

Plínio Marcos (1935-1999) foi escritor e teatrólogo brasileiro. Suas obras se destacavam pela denúncia e protesto contra as formas de organizações sociais. Suas principais peças são “Dois Perdidos numa Noite Suja” (1966), “Navalha na Carne” (1967), “Balbina de Iansã” (1971) e “Abajur Lilás” (1976).

Nascido em Santos, São Paulo, no dia 29 de setembro de 1935, Plínio era filho do bancário Armando de Barros e da dona de casa Hermínia. Completou o curso primário, mas não gostava de estudar. Canhoto, foi forçado a usar a mão direita. Jogou futebol no juvenil da Associação Atlética Portuguesa Santista. Aos 16 anos entrou para o circo para namorar uma artista, por quem havia se apaixonado. Foi palhaço de circo, serviu a Aeronáutica e apresentava-se como humorista em programas da Rádio Atlântico e Rádio Cacique, de Santos. Um homem múltiplo.

Iniciou no teatro fazendo pequenos papéis no Teatro da Liberdade. Em 1958, foi levado por Patrícia Galvão para substituir um ator na peça Pluft, o Fantasminha. Entrou para o Clube da Poesia do Jornal O Diário, de Santos, onde publicava suas poesias. Assume a direção de várias peças. Sua primeira peça “Barrela”, apresentada em 1959, foi proibida pela censura, e ass9im ficou por 21 anos.

Em 1960 foi para São Paulo, Capital. Entrou para a Companhia Cacilda Becker, montou várias peças. Seus personagens, quase invariavelmente, eram mendigos, vagabundos, delinquentes e prostitutas. Plínio usava uma linguagem característica do submundo. Durante o regime militar, implantado em 1964, suas obras foram muito censuradas.

Plínio Marcos participou da novela Beto Rockfeller, escreveu para os jornais Folha de São Paulo, Última hora, Folha da Tarde e para as revistas Veja, Pasquim, Opinião, entre outras. Escreveu vários livros. Suas obras foram publicadas e encenadas em vários países.

Plínio Marcos de Barros morreu em São Paulo, no dia 29 de novembro de 1999.

Ficha Técnica

Texto Plínio Marcos Direção Jair Aguiar Atores Convidados Antônio Netto e Andréia Thomé Elenco Isaac Medeiros, Talita Daniel, Rafael Junqueira, André Romim, Adriana Andrette, Amanda Calliff, Mariano Rodrigues, Aline Ribeiro, Giullia Galli, Amanda Monteiro, Cinthia Constantino, Leandro Palma, Cintia Lopes, Herbert Gomes, Christian Maillefaud, Eliel Izidro, Francisco Ranielson, Marcos Cardoso, Nathalia Siqueira, Nelma Rocha, Marcos Damasceno, Olga Mairink, Priscila Pereira, Rafael Vinicius e Rodrigo Porto / Iluminação Will Damas Cenários/ Figurinos Márcio Tadeu 

Temporada de 13 de junho a 19 de julho de 2013.

Quintas e sextas-feiras às 21 horas.

Teatro Commune – Rua da Consolação, 1218, Centro, São Paulo, SP.

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A Cia. das Artes existe há 20 anos e há 10 trabalha com a formação de atores na cidade de São Paulo. Calcado na certeza de que a “prática traz o conhecimento”, o grupo já estreou mais de 60 espetáculos, levou milhares de pessoas ao teatro e participou do desenvolvimento de centenas de estudantes de artes cênicas. saiba mais

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