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VLADIMIR CAPELLA: FECHAM-SE AS CORTINAS

Faleceu hoje (21), em São Paulo, o dramaturgo e diretor Vladimir Capella. Saiba mais sobre este gênio do teatro brasileiro:

Vladimir Capella (São Caetano do Sul/SP, 1951) é diretor e dramaturgo.

Biografia

Vladimir Capella nasceu em São Caetano do Sul, São Paulo, no dia 31 de julho de 1951, e cursou a Fundação das Artes de sua cidade natal. É dramaturgo, diretor e músico, tendo seus textos destinados ao público infanto-juvenil. Estreou como diretor no espetáculo “Panos e Lendas”, em 1978, pelo qual ganhou os prêmios Mambembe, Governador do Estado de São Paulo e Molière. Em 1985, com o espetáculo “Avoar”, recebeu o Prêmio Apetesp, nas categorias Autor, Espetáculo, Diretor e Música ou Trilha Sonora. No ano seguinte, com a peça “Antes de Ir ao Baile”, novamente foi premiado com pela Apetesp, nas categorias Autor, Espetáculo e Diretor.

 

Teatro

  • 1978- Panos e lendas (texto, direção e música)
  • 1980- Forrobodó (direção e integrante da criação coletiva do texto)
  • 1981- Como a Lua (texto, direção e música)
  • 1983- Filme Triste (texto e direção)
  • 1985- Avoar (texto, direção e direção musical)
  • 1986- Antes de ir ao Baile (texto, direção e música)
  • 1987- Maria Borralheira (texto e direção)
  • 1989- O Dia de Alan (texto e direção)
  • 1993- O Saci (texto e direção)
  • 1994- Chimbirins e Chimbirons (direção)
  • 1995- Píramo e Tisbe (texto e direção)
  • 1996- Ana Paz (direção e concepção musical)
  • 1997- O Homem das Galochas (texto e direção)
  • 1998- Clarão nas Estrelas (texto e direção)
  • 1999- Imagens (texto e direção)
  • 2003- Miranda (texto e direção)
  • 2003- O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (texto e direção)
  • 2007- A Flauta Mágica (texto:adaptação)
  • 2007- Tristão e Isolda (texto e direção)
  • 2009- O Colecionador de Crepúsculos (texto e direção)
  • 2010- O Meu Amigo Pintor (adaptação cênica e direção)

 

Prêmios

PRÊMIOS

 

  • 1978- Panos e lendas - Molière para Vladimir Capella; APCA, Melhor Espetáculo; Mambembe, Melhor Autor (Vladimir Capella e J.G. Rocha), Melhor Figurino (Valnice Vieira e Nora Vianna); Governador do Estado, Melhor autor e Melhor Figurino; SNT, Os 5 melhores espetáculos do ano (1979 – RJ)
  • 1980- Forrobodó - SNT, “Os 5 melhores espetáculos do ano
  • 1981- Como a Lua - Molière, para Marcos Frota; APCA, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Ator; Mambembe, Melhor Autor, Melhor Ator, Melhor Produção (Marti & Acaiabe); Inacen, Os 5 melhores espetáculos do ano
  • 1984- Do Outro Lado - Inacen-Prêmio Hermilio Borba Filho, 3º lugar Concurso Nacional de Dramaturgia para Bonecos
  • 1985- Avoar - APCA Melhor música (Vladimir Capella e Marcos Arthur); Apetesp, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Música, Melhor Diretor,

Melhor Atriz (Ana Maria de Souza), Melhor Produção (Grupo Pasárgada), Melhor Produção Executiva (Evinha Sampaio); Governador do Estado, Melhor Música;Mambembe, Melhor Autor, Melhor Música; Inacen, Os 5 melhores do ano

  • 1987- Antes de ir ao Baile - Molière, para Lizette Negreiros; Apetesp, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Lizette Negreiros), Melhor Cenário (J.C.Serroni), Melhor Figurino (J.C.Serroni), Melhor Iluminação (Mário Martini); Prêmio João Ceschiatti – BH, Melhor Espetáculo Visitante;Sated-RJ, Melhor Autor
  • 1987- Maria Borralheira - Molière, para J.C. Serroni; APCA, Grande Prêmio da Crítica, Melhor Autor, Melhor Cenário (J.C. Serroni), Melhor Figurino (J.C. Serroni), Melhor Iluminação (Marcio Aurélio); Apetesp, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Mayara Magri), Melhor Atriz Coadjuvante (Cláudia Gutierrez), Melhor Música (Dyonisio Moreno), Melhor Cenário, Melhor Figurino, Melhor Iluminação, Melhor Coreografia (Rosa Hércoles), Melhor Produção (Grupo Movimento Ar), Melhor Produção Executiva (Rosa Casalli), Melhor Cenotécnico (José Revoltos Mir); Governador do Estado, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Evinha Sampaio e Tatiana Nogueira), Menções Honrosas para Música e Sonoplastia (Solange Araújo); Mambembe, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Mayara Magri), Melhor Atriz Coadjuvante (Cláudia Gutierrez); Inacen, Os 5 melhores espetáculos do ano
  • 1989- O Dia de Alan - Secretaria de Estado da Cultura – Prêmio Narizinho, 1º lugar Concurso de Dramaturgia; APCA, Melhor Autor; Apetesp Melhor Autor;Mambembe, Melhor Autor, Melhor Ator coadjuvante (Helio Zacchi), Melhor Atriz Coadjuvante (Selma Luchesi); Fundacen, Os 5 melhores do ano
  • 1991- Panos e Lendas - APCA, Melhor Espetáculo; Apetesp, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Diretor, Melhor Produção Executiva (Evinha Sampaio)
  • 1992- Como a Lua - Apetesp, Melhor Autor, Melhor Diretor, Melhor Música (Vladimir Capella), Melhor Ator (Wanderley Piras)
  • 1993- O Saci - Apetesp, Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Diretor, Melhor Ator (Eduardo Silva) Melhor Cenário (Marcio Tadeu), Melhor Figurino (Marcio Tadeu), Melhor Produção Executiva (Beti Antunes), Melhor Cenotécnico (Jorge Ferreira); Mambembe, Melhor Ator
  • 1994- Chimbirins e Chimbirons - APCA, Grande Prêmio da Crítica
  • 1994- Maria Borralheira - Sharp, Melhor Espetáculo do Eixo Rio-São Paulo; APCA, Melhor Espetáculo, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Selma Luchesi), Melhor Cenário (J.C. Serroni), Mambembe, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Cenário
  • 1995- Píramo e Tisbe - Apetesp, Melhor Autor, Melhor Atriz Coadjuvante (Selma Luchesi); Mambembe, Melhor Ator Coadjuvante (Caco Ciocler), Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Cenário (Romero de Andrade Lima), Melhor Produção (Teatro Popular do Sesi); Funarte, Os 5 melhores espetáculos do ano
  • 1997- O Homem das Galochas - APCA, Grande Prêmio da Crítica pela autoria e direção de Vladimir Capella, Melhor Cenário (J.C. Serroni), Melhor Atriz (Débora Duboc), Melhor Música (Dyonisio Moreno), Melhor Iluminação (Davi de Brito); Apetesp, Melhor Atriz, Melhor Cenário, Melhor Figurino (J.C. Serroni), Melhor Ator Coadjuvante (Gustavo Haddad); Coca-Cola, Melhor Iluminação, Melhor Produção (Princípio do Talento); Mambembe, Melhor Autor, Melhor Ator Coadjuvante (Turíbio Ruiz), Melhor Iluminação, Melhor Figurino; Funarte, os 5 melhores espetáculos do ano
  • 1998- Clarão nas Estrelas - APCA, Grande Prêmio da Crítica pela autoria e direção de Vladimir Capella, Melhor Atriz (Selma Egrei), Melhor Cenário (J.C. Serroni), Melhor Música (Dyonisio Moreno), Melhor Iluminação (Davi de Brito); Apetesp, Melhor Autor, Melhor Cenário, Melhor Figurino (J.C. Serroni), Melhor Música, Melhor Atriz coadjuvante (Renata Zhaneta), Melhor Ator Coadjuvante (Cacá Amaral); Coca-Cola, Melhor Atriz (Selma Egrei); Mambembe, Melhor Autor, Melhor Figurino, Melhor Iluminação, Melhor Atriz Coadjuvante (Selma Egrei); Funarte, Os 5 melhores espetáculos do ano
  • 2003- Miranda - Funarte, 2º lugar Concurso Nacional de Dramaturgia 2002; APCA, Melhor Diretor; Coca-Cola, Melhor Iluminação (Davi de Brito)
  • 2003- O Colecionador de Crepúsculos - Prêmio Tatiana Belinki- Secretaria de Estado da Cultura, 1º lugar Concurso Nacional de Dramaturgia
  • 2003- O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá - APCA, Melhor Espetáculo, Melhor Diretor; Coca-Cola Femsa, Melhor Espetáculo, Melhor Diretor, Melhor Figurino (J.C. Serroni), Melhor Produção (Cíntia Abravanel)
  • 2005- Avoar - Coca-Cola Femsa, Melhor Iluminação (Ciso de Souza)
  • 2007- Tristão e Isolda - Coca-Cola Femsa, Melhor Espetáculo Jovem, Melhor Produção (Teatro Popular do SESI)
  • 2009- O colecionador de Crepúsculos – Primeiro lugar – Concurso Nacional de Dramaturgia; APCA, Melhor Figurino (Telume Hellen/J.C. Serroni); Femsa, Melhor Figurino, Melhor Iluminação (Davi de Brito/Vânia Jaconis), Melhor Ator Coadjuvante (Giovani Tozzi), Melhor Espetáculo Jovem

 

 

Entrevista concedida ao dramaturgo em 2013, sobre o livro que desvenda seu processo criativo:

Por Dib Carneiro Neto

Foram muitos espetáculos, em uma carreira de mais de três décadas, até agora. Lembro-me de momentos inesquecíveis em Panos e LendasComo a LuaAvoarMaria Borralheira , O Saci,Píramo e TisbeO Homem das Galochas,Clarão nas EstrelasMirandaO Gato Malhado e a Andorinha SinháA Flauta MágicaTristão e IsoldaO Colecionador de CrepúsculosO Meu Amigo Pintor.

Agora, Vladimir Capella – que não escreve uma peça de teatro há três anos e anda tentando debandar para o cinema, por absoluto desencanto com o meio teatral – está lançando um livro. Um livro muito importante, pois ele relata seu processo de trabalho em cada uma dessas peças que fizeram dele um dramaturgo e diretor muito premiado, desbravador de caminhos, tradutor de sonhos, esteta da fantasia. Lançado pela editora do Sesi, o livro se chama “Conversa de Algumas Horas e Muitos Anos”. Capella simula uma auto entrevista. Faz perguntas para si mesmo e o leitor é que sai ganhando. O lançamento será neste dia 11 (quarta), em São Paulo.

Roteiro_Valdirmir_3 (Foto: Divulgação)

CRESCER: Que expectativa você tem com relação à publicação desse livro sobre sua obra e sobre os seus processos de criação? Estudantes de teatro, certamente, terão muito a ganhar a partir da leitura de seu livro, não é?
VLADIMIR CAPELLA: Acho que se trata de um livro importante para todos que fazem ou queiram fazer teatro para crianças. Conto toda minha trajetória e, como já são trinta e cinco anos de estrada, o livro acaba mostrando uma panorâmica de todo teatro infantojuvenil feito em São Paulo desde 1978. E são muitas histórias, reflexões, sínteses de algumas palestras que fiz ao longo dos anos, muitas queixas, muitas conquistas. Muita luta. Imagino que seja um livro necessário aos grupos amadores, às escolas de teatro, bibliotecas públicas, aos educadores, etc. E também, não menos importante, porque é uma “conversa de algumas horas e muitos anos” que tenta resgatar ou ao menos registrar que o teatro feito para crianças existe sim, muito embora seja bastante ignorado, tem uma história sim, e é uma das mais nobres formas de arte porque fala aos pequeninos. Revela a eles o mundo através da fantasia, do riso e da dor.

C: Prêmios, editais, fomentos… seu nome consagrado sofre justamente do “mal da consagração”, pois seus projetos são preteridos muitas e muitas vezes por você ser um diretor veterano bem-sucedido e já bastante premiado. Como anda sua tolerância com esse mundo teatral contemporâneo, que injustamente recusa o consagrado em nome de uma renovação ilusória e inconsistente?
V. C.: Estou vivendo exatamente este momento. Intensamente. Até então nem sabia que esse “mal da consagração” existia. Estou tentando migrar para o cinema onde tudo é novo pra mim. Buscando me reinventar diante da crise.

C: Algumas vezes me deparei com um Capella amargo, desencantado, beirando o depressivo e o rabugento, por não conseguir montar novas peças, por não ter o apoio que merece das instituições. Como tem lidado com esse desencanto em sua vida de dramaturgo e diretor? Isso o paralisa ou o mobiliza a querer fazer sempre mais?
V.C.: Desencanto é a palavra que melhor exprime o meu momento. Nunca uma palavra foi tão exata: desencanto. Não mais briguento, nem rabugento, infelizmente. Sentindo que o meu teatro é coisa do século passado.

C: Você já me declarou certa vez que prefere trabalhar com atores bem jovens e inexperientes, pois eles têm menos vícios de trabalho e mais disposição para aprender. O vigor da juventude sempre foi um forte aliado de sua obra. Como anda seu contato com os jovens artistas do teatro? Eles continuam sendo sua fonte primordial de inspiração e de incentivo a prosseguir?
V.C.:
Mais do que nunca. A juventude me inspira. Faz parte do meu universo de criação. Só que agora existe um imenso desafio. O jovem ator, como eu conhecia, não existe mais. Estamos diante de um outro ator. Vazio, narcisista, arrogante e sem a humildade necessária para aprender. O jovem ator de hoje não está interessado em conhecer a complexidade do ser humano diante da vida. Está interessado em ser famoso. Essa é a única batalha que eles conhecem. Característica que acaba desfigurando o teatro que sempre foi feito, indiscutivelmente, pelo coletivo, pelo processo de troca e, principalmente, movido por uma “ideia”. Então, conduzi-los, agora, passou a ser uma grande missão e uma árdua tarefa. Mais do que nunca temos que ajudá-los ao invés de culpá-los. Sinto que estão profundamente carentes de afeto, de amor, de relação de troca, de objetivos e de aprendizado. Desconhecem ideologia. Acabei de escrever o roteiro de um longa que chamei de “PHOTOGRAFIA” , em que abordo exatamente essa nova juventude e os conflitos que estamos vivendo, nós e eles, diante dessa mudança brusca que aconteceu no mundo e está deixando-nos, todos, confessadamente perdidos. O filme é uma tentativa de abordagem desses temas onde me proponho a atingir os corações, porque ainda acho que assim consigo ver uma saída. Uma esperança. E esse é o papel da arte.

C: Notei que você é frequentador do facebook. Você tem se adaptado bem a essas mudanças galopantes de tecnologia no mundo atual?
V.C.: 
Verdade , tenho frequentado o facebook mais do que eu gostaria, mas é porque sou muito caseiro e tenho andado sem trabalho. E como eu vivo escrevendo, estou sempre no computador. E, de vez em quando, acabo dando umas pausas na escrita para olhar o que está acontecendo por aí. Puro vício. Bastante consciente de que se trata de uma grande mentira. Mas, acho um mal necessário que depende do uso que se faz dessa ferramenta. E me parece estar bem longe o dia em que aprenderemos a lidar com ela. Mas a principal razão para fazer uso de toda essa tecnologia, ao nosso dispor hoje em dia, é que não dá pra ficar fora dessa “loucura” que está o mundo. Mas o mundo virtual não é nem de longe meu prato preferido. Gosto de estar com gente. Gente de verdade.

C: Você também já me disse que, se tivesse de escrever um novo espetáculo inspirado na obra de algum notável, talvez você escolhesse Chico Buarque. Há algo de concreto em relação a isso? Que ideias de novos espetáculos têm passado por sua cabeça (e que você já possa nos contar)?
V.C.: Ideias para escrever teatro? Nenhuma! É como se eu não soubesse mais escrever. Faz mais de três anos que não escrevo para teatro. E não tenho o menor desejo de fazê-lo. O teatro está velho e pobre. Mas, talvez, quem sabe, isso possa mudar, a gente nunca sabe.

C: Nunca compreendi por que um talento como você ainda não foi parar na televisão, que só teria a ganhar com sua criatividade e sua seriedade em lidar com temas da infância. Programas ou seriados infantis, escritos e dirigidos por você, seriam com certeza um oásis de inteligência na televisão. Você faria determinadas concessões para atender à superficialidade ligeira do meio televisivo?
V.C.: Já escrevi algumas coisas para a televisão, mas eles nunca aprovaram. Escrevi um especial de fim de ano para a Angélica, a pedido do Ulysses Cruz. Eu gostava bastante. Era uma história e uma ideia muito apropriadas para a faixa etária prevista. Com conteúdo, muita magia, com a estrutura e o encantamento de um conto de fadas. Resultaria num belo programa, eu conseguia ver. Mas eles não viram, não quiseram saber. Depois, novamente a pedido do Ulysses, quando a TV brasileira fez 50 anos, houve vários especiais comemorativos. Eu escrevi o especial sobre a programação infantil. Muito especial o que escrevi. Era um asilo onde os velhinhos, um dia, vendo e ouvindo pela TV o chamado das comemorações dos 50 anos da televisão brasileira, resolvem fugir. Uma verdadeira aventura. Andam de barco, cada um deles com uma personalidade bem definida, personagens bem escritos, e terminam chegando no Projac. Vão andando por lá e, aos poucos, vão passando por recriações ou flashes de vários programas famosos destinados ao público infantil. Para cada um deles, uma cena comovente. E nesse percurso eles vão remoçando até terminarem como um bando de adolescentes. Era lindo. Mas a televisão não tem poética. É uma indústria e, como tal, só tem olhos para o mercado. Escrevi também um seriado juvenil junto com o Emerson Muzeli que é meu amigo e diretor na Globo: “Hacker versus Cracker”. Uma história bem juvenil, moderna, com um tratamento todo cheio das tecnologias atuais, algo inédito na televisão brasileira. Isso faz 4 anos e ainda estamos esperando que algum canal, aberto ou fechado, queira apresentar a série. Juro que é difícil acreditar. Mas é fácil constatar que a televisão não é um local para artistas. Eles dominam a técnica, mas ignoram a inteligência da poesia.

Fontes: Globo.com / Teatropedia

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A Cia. das Artes existe há 20 anos e há 10 trabalha com a formação de atores na cidade de São Paulo. Calcado na certeza de que a “prática traz o conhecimento”, o grupo já estreou mais de 60 espetáculos, levou milhares de pessoas ao teatro e participou do desenvolvimento de centenas de estudantes de artes cênicas. saiba mais

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